sexta-feira, setembro 13

se o Porto sobreviver a estes fulanos é uma grande cidade



inenarrável debate cujo ponto alto foi um absolutamente confrangedor minuto de silêncio "pelos bombeiros" pedido por Costa Pereira ("eu não venho para aqui preparado com propostas para apresentar...") e exigido por quem já só consegue usar a terceira pessoa do plural para atrair atenções sobre si, Nuno Cardoso.

mas vamos lá fazer um esforço para dar alguns destaques "àquela conversa de café":

propostas comuns: a reabilitação do Mercado do Bolhão, a "devolução" do Teatro Rivoli à cidade, a aposta na reabilitação urbana e o repovoamento da cidade ( com Nuno Cardoso a prometer fazer regressar à cidade “a comunidade de judeus sefardistas que saíram do Porto em 1500” e Costa Pereira, transformar a Alameda 25 de Abril num skate park...)

a preparação de todos: o candidato do PTP achava que nenhum dos candidatos tinha sido presidente da câmara (Nuno Cardoso teve de lhe lembrar que já foi), e Menezes ainda pensa que Rui Moreira irá colocar como vereadora da Cultura a actual responsável da Cultura de Rui Rio, Guilhermina Rego ("apesar de discordar da política cultural da actual vereação). a pasta da Cultura, caso Moreira vença as eleições, será de Paulo Cunha e Silva...

promessas a concretizar: Pedro Carvalho conseguiu que Menezes, Pizarro e Moreira se comprometessem a revogar o regulamento municipal de habitação do Porto que impõe, por exemplo, que só se possa candidatar a uma habitação camarária quem morar na cidade há sete anos, mas sem que se tenha percebido que alterações propõem e...ninguém quis saber.

momento hilário "dos hilários": enquanto Pizarro criticava as políticas de austeridade do Governo PSD/CDS, por oposição às propostas de Menezes, este retorquiu que oferecia “livros escolares às crianças de Gaia há cinco anos e vacinação gratuita há dois”. “Vacinação gratuita existe no país há décadas, doutor Menezes”, ironizou Pizarro, arrancando gargalhadas na plateia. eu nem aqui consegui rir.

quarta-feira, setembro 11

Pizarro prometeu no PORTO 24


Porto24 iniciou com Manuel Pizarro uma série de entrevistas a candidatos à presidência da Câmara Municipal do Porto. Se for presidente da Câmara do Porto:

- os primeiros meses de mandato serão dedicados à recuperação do Mercado do Bolhão, obra que o candidato do PS quer concluir até meados de 2015;

- à transformação do antigo matadouro industrial no centro empresarial de Campanhã

- e à contratação de um programador para o Rivoli, que voltará a ser um teatro municipal.
- quer simplificar os processos de licenciamento e dinamizar zonas como Cedofeita ou Santa Catarina.

- “transformar toda a cidade numa área crítica de reabilitação urbana”,

- criar fundos imobiliários para ajudar os proprietários com dificuldades no acesso ao crédito,

- ter “um parque infantil a menos de 10 minutos a pé de cada cidadão”

- devolver a cidade “aos modos de circulação suave”.
- “quando comemorar um ano” como presidente da Câmara, quer ter um Porto onde não haja pessoas a viver nas ruas.
- Pizarro explicou o programa de 25 milhões de euros que tem para os bairros municipais: quer colocar “mais de 20 mil metros quadrados de painéis solares”, com recurso a fundos comunitários.

domingo, setembro 8

o cemitério da Lapa e seus ilustres "vivos"


aqui estão sepultados Soares de Passos (cujo verso encima o portão do cemitério,  leiam *). também Camilo Castelo Branco; José Ferreira Borges, político do Sinédrio e autor do Código Comercial; João Guedes de Azevedo, capitalista da zona de Fradelos; António Silva Porto, ilustre pintor da nossa cidade; Maria Felicidade Brown, que mantinha na sua casa um cenáculo literário frequentado por Camilo; Arquitecto Marques da Silva, com grandes obras assinadas, entre outras a Estação de São Bento, os Liceus Alexandre Herculano e Rodrigues de Freitas, Edifício Palladium em Santa Catarina, Teatro São João, casas na Rua Alexandre Braga, e outras. Coronel Pacheco (José Joaquim Pacheco), morto no Cerco do Porto em 2/12/1833 em combate com os Miguelistas na Areosa; José Manuel Sarmento de Beires, que fez a primeira viagem aérea a Macau em 1924, primeira das grandes viagens aéreas; Augusto Manuel Alves da Veiga, revolucionário de 31 de Janeiro.

antes de estar concluído, este cemitério monumental, em 1833 durante o Cerco, declarou-se uma epidemia de cólera que levou a construir um cemitério atrás do altar-mor da Igreja. os monumentos fúnebres do cemitério que guarda tantos cidadãos ilustres começaram a
aparecer em 1838.

*    "Eis ossos carcomidos, cinzas frias,
Em que paraõ da vida os breves dias,
Mortal se quanto vês te naõ abala
Ouve a tremenda voz que assim te falla,

-Lembra-te Homem que és pó, e que dest 'arte
-Em pó, ou cêdo ou tarde, has de tornar-te."




terça-feira, setembro 3

Porto, o coração de D. Pedro




a última crónica de Alberto Pinto Nogueira vem lembrar um facto (já) pouco conhecido. o coração do Imperador do Brasil D. Pedro I, aqui D. Pedro IV, está cá e é da cidade. encontra-se na Igreja da Lapa em operações de restauro e conservação ainda sem resultados finais (ver aqui e aqui).

lá dentro, o mausuléu com coração de D. Pedro reflete a ligação do monarca à cidade que o acolheu e defendeu durante o Cerco do Porto. é uma muito interessante história, muito bem contada aqui

um coração que já fez parte, aliás, do brasão das Armas da Cidade (tão mal tratado ao longo do tempo). quem tiver curiosidade, passe pela Praça da Liberdade, que foi da Constituição, de Pedro IV e Praça Nova, e outras designações, e demore-se na imponente estátua equestre, com dez metros de altura e cinco toneladas de bronze. na mão direita de D.Pedro IV a Carta Constitucional, na esquerda, as rédeas da besta...e ainda o coração no brasão.


sábado, agosto 17

Bares flutuantes em ruínas vão (finalmente) ser removidos



A administração portuária do Douro anunciou nesta sexta-feira que vai desmantelar o bar flutuante Maré Alta, fundeado na frente ribeirinha do Ouro, no Porto, e informou que a remoção do contíguo Zoo Lounge, que se afundou em Março, está “mais atrasada”.

Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro e Leixões (APDL) adianta ter recebido na semana passada uma comunicação do administrador judicial da empresa proprietária da plataforma onde funcionava o Maré Alta, na margem direita do rio Douro, “informando ter desistido da recuperação da empresa e da insuficiência de meios para proceder à remoção do que resta do estabelecimento”.

Praça D. João I (1960)